A gratidão

Às vezes, ao domingo à noite, quando estou enroscada no sofá com o meu marido a ver uma série e a carpirmos juntos a mágoa de daí a umas horas ser já 2ª feira novamente, não consigo deixar de sorrir ao pensar que é mesmo bom aquele aconchego (mesmo que, efetivamente, seja 2ª feira daí a umas horas). A casa tranquila, o nosso amor maior a descansar no quarto, nós dois juntos no sofá, os pijamas velhos mas confortáveis, os óculos em vez das lentes de contacto, os chinelos largados ao acaso e as discussões permanentes sobre quem ocupa mais espaço na chaise-longue ou de quem é a vez de ir buscar o chá (em 90% dos casos é sempre a minha vez), tudo isso são partes de um rotina que repetimos vezes sem conta, aproximando-nos da eternidade.

Nesses momentos sinto-me grata, sinto-me mesmo grata, pois tomo consciência de que – apesar de não ter tudo aquilo que desejo diariamente – tenho tudo o que preciso para ser feliz, muito feliz! Mesmo que no dia seguinte tudo pudesse ter mudado… mas não mudou!

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